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Lisboa
A Escola de Verão Ibérica decorreu de 5 a 19 de julho de 2026, em Lisboa, Portugal.
O programa centrou-se no estudo do urbanismo, da arquitetura e das técnicas construtivas tradicionais de Lisboa, principalmente através do desenho à mão e da análise direta de edifícios e espaços urbanos. O objetivo era que os participantes conhecessem e compreendessem as características e qualidades da arquitetura local como ponto de partida para o posterior trabalho de projeto.
Durante a primeira semana, foram organizados vários percursos pela cidade para estudar e desenhar exemplos representativos da sua arquitetura e do seu tecido urbano. O programa foi complementado com conferências de arquitetos, investigadores e outros especialistas, bem como com demonstrações de mestres artesãos sobre diferentes materiais, ofícios e técnicas tradicionais.
Durante a segunda semana, o trabalho centrou-se no bairro das Galinheiras. A partir da análise do local e dos conhecimentos adquiridos durante os dias anteriores, os participantes trabalharam em grupos no desenvolvimento de propostas urbanas e arquitetónicas para a regeneração e melhoria das suas áreas degradadas. O processo contou também com a participação de representantes e técnicos da Câmara Municipal de Lisboa, que forneceram informações sobre a situação do bairro e os problemas e necessidades a que as propostas deveriam dar resposta.
O programa foi organizado pela Fundação Culturas Construtivas Tradicionais, graças a Richard H. Driehaus, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Universidade NOVA de Lisboa, da Fundação Serra Henriques, da INTBAU Portugal, da INTBAU Espanha e de José Baganha & Arquitectos Associados, Lda. Foram também atribuídas várias bolsas graças à Richard Hampton Jenrette Foundation, à Enero Arquitectura, à Fundação Serra Henriques, à Heure Bleue Architecture, a Lucien Steil e à Fundação Arquia. A Escola de Verão contou também com a colaboração das escolas de arquitetura da University of Notre Dame, da University of Miami, da Universidad Politécnica de Madrid, da Universidad del País Vasco, da Universidade de Lisboa, do Instituto Universitário de Lisboa e da Universidade Portucalense, bem como do Centro de Investigación de Arquitectura Tradicional (CIAT).
A equipa docente e organizadora foi constituída por Alejandro García Hermida (Universidad Politécnica de Madrid | Fundação Culturas Construtivas Tradicionais | INTBAU Espanha), Guillermo Gil Fernández (Fundação Culturas Construtivas Tradicionais | INTBAU Espanha), Rebeca Gómez-Gordo Villa (Fundação Culturas Construtivas Tradicionais | INTBAU Espanha), Felipe Barrero Giraldo (Fundação Culturas Construtivas Tradicionais), Larisa Hățiș (Fundação Culturas Construtivas Tradicionais), José Baganha (Fundação Culturas Construtivas Tradicionais | INTBAU Portugal), Aritz Díez Oronoz (Universidad del País Vasco), Imanol Iparraguirre Barbero (Universidad del País Vasco), Ana Álvarez (Martinez Alvarez Architects), Frank Martínez (University of Miami), Fernando Cerqueira Barros (Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto) e Lucien Steil (University of Notre Dame).
Os conferencistas convidados foram Maria Manuela Abreu (Universidade de Lisboa), Thiago Braddell (arquiteto), Patrícia Bernardo (Câmara Municipal de Lisboa), António Amado (Universidade de Lisboa), Álvaro Fernandes (Câmara Municipal de Lisboa), Leopoldo Gil Cornet (Fundação Culturas Construtivas Tradicionais | INTBAU Espanha), António Folgado (Centro de Informação Urbana de Lisboa – CIUL), Ana Marçal (Centro de Informação Urbana de Lisboa – CIUL), Rui Florentino (Universidade Portucalense), Paulo Pardelha (Câmara Municipal de Lisboa), João Santa-Rita (arquiteto), Luís Paulo Ribeiro (arquiteto paisagista), Carlos Dias Coelho (Universidade de Lisboa), Paulo Diogo (Câmara Municipal de Lisboa) e Miguel Amado (arquiteto).
Os participantes foram Fragka Adami (Grécia), Tarus Anca Andreea (Roménia), Celia Díaz Blanco (Espanha), Barbara Silva Domingos Brandão (Portugal), Claudia Prieto Castro (Espanha), Zeinab Chehata (Tunísia), João Cabral da Câmara Vieira da Cruz (Portugal), Maria-Alexandra Dorobantu (Roménia), Evelyn Duncan (Estados Unidos), Adrián Artero González (Espanha), Carmen Goyena (Espanha), Jorge García Hernanz (Espanha), Rosalie Ludwigs (Suécia), Edwin Maupomé (França), Julia McGibbon (Estados Unidos), Sophia McNiff (Estados Unidos), Svea Mosser (Estados Unidos), Emily Pederson (Estados Unidos), Patricia Llerena Perez (Estados Unidos), Anna Castellet Portolés (Espanha), Jared Poulter (Estados Unidos), Oshanie Kumudika Rammuthupura (Sri Lanka), Daniela Meneses de Resende (Brasil), Afonso Duarte Bastos da Silva de Mendes Ribeiro (Portugal), Katia Sondang Sitompul (México), Catarina Castro de Souza (Brasil), Katja Turella (Alemanha), Joseph Vyvlecka (Estados Unidos), Landon Warner (Estados Unidos) e Laura Falqueto Yamane (Brasil).
Tanto o trabalho de documentação e análise desenvolvido durante a primeira semana como as propostas arquitetónicas e urbanas para a regeneração das Galinheiras foram apresentados publicamente no dia 18 de julho, no final da Escola de Verão, numa exposição realizada na Universidade NOVA de Lisboa. Ao evento assistiram, entre outros, Vasco Moreira Rato, vereador do Urbanismo, Habitação e Edifícios Municipais da Câmara Municipal de Lisboa; Avelino Oliveira, presidente da Ordem dos Arquitectos; Paulo Pardelha, diretor de Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa; e Carlos Castro, presidente da Junta de Freguesia de Santa Clara, à qual pertencem as Galinheiras, além de representantes das instituições organizadoras e colaboradoras.
Um projeto de futuro para as Galinheiras, Lisboa
Em breve será publicado o volume que reúne o trabalho e a experiência da Escola de Verão de Arquitetura Tradicional 2026, realizada em Lisboa.
Descarregue aqui o Programa da Escola de Verão de Arquitetura Tradicional 2026, em Lisboa.